De vez em quando, abro minha página numa rede social dessas que agora está em voga; e percebo o desaparecimento quase absoluto de todos aqueles rostos felizes e “bondosos” de cinco ou seis meses atrás, quando, estávamos no quente das disputas eleitorais. Também os mortos, com todo o respeito que merecem, bem como seus entes queridos, ainda vivos, devem ter notado o súbito desaparecimento dessas figuras carismáticas chamadas de candidato a qualquer coisa.
Sabemos que um pleito é semelhante a um funil, ou a uma peneira, onde muitos se espremem e poucos são de fato transformados em sumo. Mas uma semelhança comum em ambos, ou seja, tanto os que viraram sumo, quanto os que viraram bagaço, é que nas redes sociais e nos velórios, eles não dão mais o ar da graça. Em grandes centros urbanos, onde os sentimentos e amizades se tornam cada vez menos presentes, há uma profissional muito requisitada pelos mais ricos para externar toda a “dor” e “sofrimento” dos familiares. Estou falando das carpideiras, aquelas mulheres que choram tanto que fazem chorar até o mais insensível dos machões. Aqui não precisamos delas, pois temos os nossos candidatos, que assim como as carpideiras se fazem presentes de forma intensa nos mais variados velórios, nutrindo a esperança de, assim como elas, ganharem seu tostão. No entanto, se as carpideiras comovem e, às vezes, nos fazem chorar também, os candidatos, ao contrário, nos matam de rir; pois todos já sacaram que suas presenças não são constantes e sinceras nem para os vivos, muito menos para os mortos.
Um conselho que dou para candidato a candidato, ou para os que lograram êxito nesta última disputa, é que sejam mais sinceros, constantes e coerentes em suas posturas, façam o que de fato lhes compete fazer. Ir a velórios, sem os verdadeiros sentimentos de pesar, não é uma coisa ideal. Estar nas redes sociais só na época das campanhas também não. Pode ser que isso provoque “saudades” em nós, ainda vivos, e também nos já mortos.
Autor: Polígrafo 4.0

O ponto de vista usado no texto ficou bem interessante e gostei de ler, por que falar sobre política dependendo de como se faz isso, corre-se o risco de ser chato e repetitivo. Mas o toque humorístico e meio irônico casou uito bem com a abordagem diferente que você usou. Eo blog ganhou muitoem ter um autor versátil e diversificado como o próprio nome sugere: Polígrafo. Isayana O. Silva
ResponderExcluiresses políticos querem fazer governo pela internet, e em velórios mas nem o caixão eles dão
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